Estava a espera do vento, cansado de esperar. Tudo por aqui estava como se estivesse no freezer, esperando a data de validade expirar. Muito frio, credo! Somente os olhos não congelaram, além da rigidez, tinha a fraqueza. Nem mesmo o sol derretia, o passar dos dias somente enrijecia ainda mais, e a memória cada vez mais apagada. Querendo paz, se sentindo em paz enquanto tudo acontecia, sendo que o significado é outro. A previsão é de vento, chuva, tempestade. A notícia é : “Bons ventos virão!”
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
BRINDES
Adoro quando alguém na mesa, depois de todos os copos estarem cheios, convida: “Vamos fazer um brinde!”. Nesta mesma hora quebra o gelo e da a sensação de que foi dado o “start”, agora podemos relaxar, esquecer de tudo um pouco e jogar conversa fora e sem pressa. Eu tenho uma amiga que para ela a cada copo que é reabastecido merece um novo brinde e sempre que estou com ela sou surpreendida com seus alertas: você esqueceu de brindar, ou, brindou tem que beber! Nesta hora, mesmo depois de alguns copos, lembro que o momento é de brindar mesmo e de se divertir! E se estamos falando de algo sério, é a hora de mudar de assunto. Sinto saudades de brindar com algumas pessoas, a vida tem passado tão rápido que cada vez mais esta ficando raro ter um convívio freqüente com os amigos e familiares. Mas, o bom da vida mesmo é celebrar este as reuniões quando estas acontecem, sentar em volta de uma mesa e brindar com pessoas queridas, conversar sobre a vida, desabafar, falar de novos projetos, das saudades, até quando papo vira só de besteiras. (hora de finalizar) Os brindes se tornam cada vez mais freqüentes, intensos, sonoros com os copos se encontrando e colocando em risco a sua integridade. Até que, os brindes começam a serem esquecidos. Amigos, escrevo estas palavras porque deixarei um pouco de lado os brindes, este inverno saudoso e feliz por qual passei, me fez adquirir uns números a mais na balança, tudo por conta dos inúmeros brindes. Me disseram que somente sem os brindes conseguirei eliminá-los. Como ninguém me convida para brindar com água e como para mim é um enorme sacrifico confraternizar sem brindar, começarei a correr no lago do Taboão, comer salada e beber água uma hora antes ou duas depois das refeições. Pensando bem, acho que não vai dar certo, já tentei isso diversas vezes, meu bom humor se revolta, briga comigo e vai pra longe. Afinal de contas, acho lindo o formato do violão e o efeito da sanfona, ao invés de brindar acho que vou oferecer um gole pro santo, uma maneira de continuar confraternizando sem perder a ternura e colaborar com meu regime porque preciso me preparar para o próximo inverno, que este, já esta acabando. Um Brinde! Saúde! Viva! Tears! Ao Timão! A amizade! Tintim!
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
O ainda desconhecido
BENDITAS
Composição: Mart’nália - Zélia Duncan
Benditas coisas que eu não sei
Os lugares onde não fui
Os gostos que não provei
Meus verdes ainda não maduros
Os espaços que ainda procuro
Os amores que eu nunca encontrei
Benditas coisas que não sejam benditas
A vida é curta
Mas enquanto dura
Posso durante um minuto ou mais
Te beijar pra sempre o amor não mente, não
mente jamais
E desconhece do relógio o velho futuro
O tempo escorre num piscar de olhos
E dura muito além dos nossos sonhos mais puros
Bom é não saber o quanto a vida dura
Ou se estarei aqui na primavera futura
Posso brincar de eternidade agora
Sem culpa nenhuma
Composição: Mart’nália - Zélia Duncan
Benditas coisas que eu não sei
Os lugares onde não fui
Os gostos que não provei
Meus verdes ainda não maduros
Os espaços que ainda procuro
Os amores que eu nunca encontrei
Benditas coisas que não sejam benditas
A vida é curta
Mas enquanto dura
Posso durante um minuto ou mais
Te beijar pra sempre o amor não mente, não
mente jamais
E desconhece do relógio o velho futuro
O tempo escorre num piscar de olhos
E dura muito além dos nossos sonhos mais puros
Bom é não saber o quanto a vida dura
Ou se estarei aqui na primavera futura
Posso brincar de eternidade agora
Sem culpa nenhuma
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
O FANTASMA DA AVENIDA EUROPA
Zé, um moço que diz ser este o seu nome, e só também, sobrenome ele não sabe se já teve um, faz questão de não ter um passado, imagina que sua cidade natal seja Xique Xique na Bahia, lugar que prometeu nunca mais voltar desde o dia em que passou a maior vergonha da sua vida, a de ter sido abandonado no altar por sua noiva, Cremilda, que era filha de um grande fazendeiro da cidade, seu Raimundo, que além de ser seu sogro, era seu empregador. Tinha a promessa de seu sogro que depois do casamento assumiria a chefia de toda a Boiada. Coitado, perdeu em uma noite, a mulher, o emprego e todo seu sonho de vida confortável e o pior, o culpado de tudo isso foi seu irmão gêmeo, que vendo a sorte grande do irmão, roubo-lhe a noiva e a fez desistir na hora H. Desde então, ficou inconsolável, perdeu a noção da realidade, no mesmo instante resolveu fugir dos olhares dos convidados e da própria vida, anda perambulando por cidades, seu único objetivo é arrumar uns trocados para sua pinguinha, (o que achava ser o remédio do esquecimento) e qualquer coisa que matasse a sua fome. Sempre dorme onde consegue um lugarzinho, pode ser em um banco de praça, embaixo da ponte, ou por onde cai e fica.... Até que um dia, ele veio parar em Bragança Paulista depois de um caminhoneiro o levar na carroceria a mando de um político de uma cidade vizinha que achava que sua presença nos bancos da praça estava deixando-a feia. Chegando à Praça Nove de Julho pediu para ele descer. De lá, ele foi andando até a Avenida Europa e tomou um banho no ribeirão embaixo do bambuzal do campo de futebol dos Ferroviários. Depois de se secar ao sol de fim de tarde, continuou a caminhada e conseguiu entrar em uma construção naquela mesma avenida.
Já havia se passado mais de 15 anos desse acontecido, a desilusão amorosa e financeira, sua família nunca mais teve notícias suas, andava pelas ruas falando sozinho, sempre achava um cachorro que o acompanhasse e todos tinham o mesmo nome, Jégue. Como já estava anoitecendo e tinha uma pinga de reserva na sua sacola começou a procurar naquela avenida mesmo um lugar para dormir. Encontrou uma construção, tirou sua garrafinha de Pitchulinha (pinga) da bolsa, e começou com os goles para esquecer sua própria vida. Quando pensava estar chegando perto do grau do esquecimento, tudo vinha à tona em seus pensamentos e começava a xingar todos os culpados por aquela noite do seu casamento apoiado por seus fantasmas internos com quem conversava e era sempre assim, até o momento em que consegue dormir. Esta noite dormiu pesadamente. Logo pela manhã, foi acordado com a voz de um homem dizendo: O que você está fazendo aqui!? Desde quando esta aqui!? Isto é uma propriedade particular. Você tem que ir embora daqui!
Sua cabeça doía, se sentia como se estivesse em um carrossel, não enxergava de quem era aquela voz, de onde vinha. Não disse nada e voltou a dormir. Quando acordou, deu um salto, pegou suas coisas e foi embora. Acordou com a certeza de que aquele lugar era mal assombrado. Saiu então pelas ruas da cidade de Bragança Paulista a procura de uns trocados para a Pitchulinha da noite e alguém que lhe desse comida. Começou então pelas padarias da cidade, afinal de contas precisava começar pelo café-da-manhã. Uma coisa ele sabia, onde tem praça, tem padaria. Passou a perguntar para as pessoas na rua onde ficava a praça e depois se tinha uma moedinha pra arranjar, dizia que era para completar o valor da passagem de ônibus para poder retornar para sua terra. Perguntado e arranjando umas moedinhas chegou na praça central da cidade e para sua surpresa não havia nenhuma padaria naquela, depois de xingar muito, resolveu perguntar onde ficava alguma outra praça (ao invés de perguntar onde tinha uma padaria) e lhe ensinaram como que se chegava na praça da igreja do Rosário. Achou linda e aconchegante aquela praça. Sentou-se em um banco onde do lado havia um cachorro dormindo, logo fez amizade e lhe chamando de Jegue.
Neste mesmo momento estava passando um senhor que o reconheceu e lhe perguntou:
- Que bom que você saiu da construção e não vai mais voltar lá, né? Você vai arrumar outro lugar para dormir?
Assustado Zé questionou:
- Uhhh “home”, você também conhece o fantasma daquela construção?
O pedestre segurou o riso e disse:
- Conheço sim, é o fantasma que ronda sempre aquela avenida, se chama o fantasma da Avenida Europa e ele disse que se você voltar lá não conseguirá dormir....
Zé não pensou duas vezes e foi logo garantindo para o amigo do Fantasma que lá não voltaria mais, convidou o Jegue para acompanhá-lo e saiu caminhando e foi logo perguntando para as pessoas onde ficava a saída da cidade. De fantasmas já bastava os que diariamente o atormentava, sempre manteve a esperança de que fantasmas fossem coisas de sua cabeça e culpa da “marvada” pinga. Mas, com aquele senhor confirmando a existência queria era logo fugir daquela cidade.
Zé nem percebeu que aquele Senhor não conhecia fantasma algum, que era a própria pessoa que o expulsou da construção, o proprietário.
Já havia se passado mais de 15 anos desse acontecido, a desilusão amorosa e financeira, sua família nunca mais teve notícias suas, andava pelas ruas falando sozinho, sempre achava um cachorro que o acompanhasse e todos tinham o mesmo nome, Jégue. Como já estava anoitecendo e tinha uma pinga de reserva na sua sacola começou a procurar naquela avenida mesmo um lugar para dormir. Encontrou uma construção, tirou sua garrafinha de Pitchulinha (pinga) da bolsa, e começou com os goles para esquecer sua própria vida. Quando pensava estar chegando perto do grau do esquecimento, tudo vinha à tona em seus pensamentos e começava a xingar todos os culpados por aquela noite do seu casamento apoiado por seus fantasmas internos com quem conversava e era sempre assim, até o momento em que consegue dormir. Esta noite dormiu pesadamente. Logo pela manhã, foi acordado com a voz de um homem dizendo: O que você está fazendo aqui!? Desde quando esta aqui!? Isto é uma propriedade particular. Você tem que ir embora daqui!
Sua cabeça doía, se sentia como se estivesse em um carrossel, não enxergava de quem era aquela voz, de onde vinha. Não disse nada e voltou a dormir. Quando acordou, deu um salto, pegou suas coisas e foi embora. Acordou com a certeza de que aquele lugar era mal assombrado. Saiu então pelas ruas da cidade de Bragança Paulista a procura de uns trocados para a Pitchulinha da noite e alguém que lhe desse comida. Começou então pelas padarias da cidade, afinal de contas precisava começar pelo café-da-manhã. Uma coisa ele sabia, onde tem praça, tem padaria. Passou a perguntar para as pessoas na rua onde ficava a praça e depois se tinha uma moedinha pra arranjar, dizia que era para completar o valor da passagem de ônibus para poder retornar para sua terra. Perguntado e arranjando umas moedinhas chegou na praça central da cidade e para sua surpresa não havia nenhuma padaria naquela, depois de xingar muito, resolveu perguntar onde ficava alguma outra praça (ao invés de perguntar onde tinha uma padaria) e lhe ensinaram como que se chegava na praça da igreja do Rosário. Achou linda e aconchegante aquela praça. Sentou-se em um banco onde do lado havia um cachorro dormindo, logo fez amizade e lhe chamando de Jegue.
Neste mesmo momento estava passando um senhor que o reconheceu e lhe perguntou:
- Que bom que você saiu da construção e não vai mais voltar lá, né? Você vai arrumar outro lugar para dormir?
Assustado Zé questionou:
- Uhhh “home”, você também conhece o fantasma daquela construção?
O pedestre segurou o riso e disse:
- Conheço sim, é o fantasma que ronda sempre aquela avenida, se chama o fantasma da Avenida Europa e ele disse que se você voltar lá não conseguirá dormir....
Zé não pensou duas vezes e foi logo garantindo para o amigo do Fantasma que lá não voltaria mais, convidou o Jegue para acompanhá-lo e saiu caminhando e foi logo perguntando para as pessoas onde ficava a saída da cidade. De fantasmas já bastava os que diariamente o atormentava, sempre manteve a esperança de que fantasmas fossem coisas de sua cabeça e culpa da “marvada” pinga. Mas, com aquele senhor confirmando a existência queria era logo fugir daquela cidade.
Zé nem percebeu que aquele Senhor não conhecia fantasma algum, que era a própria pessoa que o expulsou da construção, o proprietário.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Amizade de verdade
Fico tão feliz quando encontro pessoas que não vejo há tanto tempo como antigos amigos e tenho a possibilidade de bater um papo, relembrar o passado e ter a sensação de que estamos continuando a conversa que paramos da ultima vez que nos encontramos. Quando no desenrolar da conversa percebo que aquela pessoa continua a mesma, que me trata do mesmo jeito de antigamente, como se nos víssemos com grande freqüência, tudo como antigamente. Quando chama pelo apelido da época. Abraçar este amigo é como matar a saudade do passado. Bom mesmo é poder libertar a nostalgia. Primeiro o assunto começa com a atualização dos acontecimentos do tempo sem contato perguntado o que anda fazendo? Casou? Tem filhos? ..... Depois de um pouco mais de conversa vem a melhor parte, relembrar o passado. Depois juntos chegar a conclusão porque nos distanciamos. A vida da muitas voltas, vidas seguem caminhos diferentes. Sabemos no fundo de quem temos a amizade verdadeira. Então, porque esperarmos que o destino nos proporcione a ocasião se podemos fazê-la? Um singela homenagem ao dia do amigo e também um incentivo.
domingo, 11 de julho de 2010
O divertimento
(Lui plantando Bananeira nas águas do inverno de Ilha Bela)
O divertimento é o direito inato de sua criança interior.
Garanta-o repetidas vezes, para conhecer a descoberta,
o maravilhamento e o deleite.
(Michael Joseph)
sábado, 26 de junho de 2010
Tempo voando com as pipas.
Ontem mesmo Paulinha estava com seu pai e seu irmão na cozinha preparando em um potinho uma porção de farinha de trigo com água. Esta pasta que se formava seria o que chamavam de cola, que servia tanto para colar figurinhas no álbum, recortes no dever de casa, como para confecção de pipas, o que estavam fazendo naquele momento. Em seus seis anos de idade vivia momentos mágicos juntos com seu pai e irmão. Passado mais de trinta anos lembra o quanto se sentia útil nas pequenas missões que lhe passavam.
Durante à tarde, Paulinha tinha ido com sua mãe na papelaria e quando viu aquelas folhas de seda penduradas, como um lençol no varal, logo teve a idéia de fazer pipas à noite, como sempre fazem nas férias de julho. Sua mãe comprou duas cores para ela e duas para seu irmão Ricardo. Chegando em casa, mostrou para o irmão as folhas e logo foram juntos ao final da rua onde havia um matagal com muito bambu, cortaram um e preparam algumas varetas que exigia muito cuidado, tiravam suas farpas e cortaram em dois tamanhos diferentes.
Quando o pai de Paulinha chegou à noite do trabalho, toda matéria prima estava em cima da mesa da cozinha disputando espaço com o jantar, ao perceber o que lhe esperava ele olhou para a mulher que lhe retribuiu com um olhar que indicava que não teria saída e questionou as crianças que lhe preparavam os últimos detalhes:
- Teremos muito trabalho hoje então, crianças? Não tinha como o ar de cansaço de seu trabalho sumir de seu rosto neste momento. Sempre fez questão de estar com seus filhos o máximo de tempo que conseguisse, já que seu pai nunca pode fazer o mesmo por ele.
Paulinha foi logo dizendo:
- Sim, papai!! Hoje quero fazer uma Pipa de duas cores. E Ricardo:
- Eu quero fazer duas, uma de cada cor!
Durante o jantar combinaram por onde iriam começar, o pai, foi perguntando de todos os utensílios que iram utilizar, tesoura, faca, linha n. 10, varetas, saco plástico para a rabiola, papel de seda, cola...Cola? – Ixi, não temos cola pai. Assim, surgiu a primeira tarefa que ficou por conta de Paulinha. Aquele foi um dos jantares mais rápidos e que agradou muito a mãe, Lídia, pois a tempos não via a filha comer toda a comida do prato sem ter que insistir.
Iniciados os trabalhos, começaram com as varetas, tarefa de Ricardo, estavam lisinhas e sem farpas. Enquanto o irmão as segurava em forma de uma cruz o pai as prendia transpassando linha no ponto de encontro das varetas.
Depois, passavam linha por todas as pontas das varetas, após, a Pipa estava pronta para receber o papel de seda. Colocaram então o esqueleto em cima da folha e recortaram o formato da pipa um pouco maior para receber a cola. Chegou a hora da tarefa da Paulinha.
Perto da pia, com o potinho que sua mãe lhe deu, um pouquinho de farinha de trigo branquinha e pouco de água mexia a mistura até virar uma gosma. Enquanto mexia já se imaginava correndo em sua rua, o vento ajudando e sua pipa lá no alto. Olhando ao redor para ver se nenhuma outra pipa se aproximava querendo tirar uma rachinha. Contando para que todos que a sua pipa foi feita em casa.
Hoje, passado todos esses anos, esta com mesmo potinho em suas mãos, uma coisas que levou para sua casa quando casou, porém suas preocupações são outras, as brincadeiras de seus filhos são outras, a saudade é muita e a mistura que hoje prepara não é cola e sim tintura para seus cabelos brancos.
sexta-feira, 28 de maio de 2010
PRISCILA
Priscila, menina moça com seus 17 anos de idade, já tinha seu corpo todo desenvolvido, resultando nas mais desejadas formas. Após descobrir os interesses expressados nas ruas pelos homens, em relação as suas formas, passou a usar roupas que deixassem suas curvas à mostra.
Foi com uma roupa destas que saiu naquela tarde ensolarada bragantina. Foi direito para a praça central. Desceu do ônibus rapidamente para ninguém perceber seu meio de locomoção, depois foi caminhando calmamente pela calçada, escutando “elogios” e diversos assovios. Na frente do prédio San Marino, resolveu fazer uma parada estratégica, decidiu abrir uma bala, mas esta caiu no chão, com categoria e retaguarda, virada para a rua, abaixou para pegá-la, e foi neste momento que escutou metade de um “fiiiiiiiiiu fi.’ seguido de um estrondo.
Este fiu fiu veio de Betão, garotão, ou pelo menos se achava, tinha 39 anos de idade, beirava os quarentão, mas, se vestia e se comportava como se tivesse 20 anos de idade, praticava musculação todos os dias dentro do próprio quarto. Se achava muito esperto, pois desenvolvia suas próprias técnicas de levantamento de peso. Se filmava com sua câmera fotográfica e postava o vídeo no youtube o modo como adquira seus musculos. “Se achava” o garanhão, com a testosterona em ebulição, e não deixava passar despercebida nenhuma mulher na rua. Atirava para todos os lados.
Quando Betão soltou o assobio, e como nem chegou a ser proferido completamente, foi interrompido pelo carro da frente, este que parou devido ao trânsito, e recebeu a pancada por traz do Gol quadrado, branquinho, com par de dados de pelúcia, cor de rosa, dependurados no retrovisor do carro do Betão, que tinha pago somente 18 das 36 parcelas do refinanciamento deste carro. Tinha feito esta divida para comprar um equipamento de som potente para o seu porta-malas. Afinal, alguém tinha que garantir o barulho no Lago do Taboão. Suas próximas economias eram para colocar um “turbo” no motor. Sonhava com o barulho “tchhhhhhhhhhhhhhhhhuiuuuuuuuuuuuuu” ao mudar de marcha. Com a batida soltou em alto e bom som um:
- Putxjahdyg@riu!!!!
Saiu do carro desesperado, aos berros e motorista do carro da frente inconformado com a falta de educação de Betão não se intimidou com seu porte físico e também gritou:
- Que é isso Boy!!??? Além de bater no meu carro, vem com o “pé no peito”? Tu vai te que pagar, mano! E foi logo anotando a placa do carro do Betão, que não ficou quieto:
- Como assim? Você para de repente esta porcaria na minha frente e quer que eu faça milagres?
- Claro, como você, neste carro brega, com estes dados horríveis dependurados no retrovisor e este som no talo iria perceber que o transito parou?
Neste momento Betão virou o Huck, foi a maior de todas as ofensas, ficou verde e partiu para cima de Luizinho. Já havia vários curiosos em volta da discussão e foram contidos por eles quando partiram para a briga física, ate que alguém disse:
- Fica calmo, o seu seguro vai pagar tudo?
Seguro? O orçamento contado não dava para pagar isso não. Nunca nem pensou em ter mais este gasto. Neste momento resolveu ficar quieto, baixar a bola.
Betão percebeu então o quanto estava enrascado. A policia chegou e o informou melhor de tudo dizendo que além do prejuízo do próprio carro, terá que pagar o conserto do carro do Luizinho, pagar o guincho para liberar o carro e isso se a documentação estiver em ordem.
Depois de tudo, viu seu carro indo embora sendo puxado pelo Guincho, Luizinho conseguiu ir dirigindo seu carro, a lateral traseira amassada não afetou muita coisa. Todos teriam que ir para a delegacia. Pegou uma carona no carro dos policiais e quando passava em frente a sorveteria do japonês, escutou um “ Pissssssssssssiu”, quando olhou, era Priscila lhe fazendo um tchauzinho e mandando um beijinho com a ponta dos dedos acompanhado de uma piscadela.
Foi com uma roupa destas que saiu naquela tarde ensolarada bragantina. Foi direito para a praça central. Desceu do ônibus rapidamente para ninguém perceber seu meio de locomoção, depois foi caminhando calmamente pela calçada, escutando “elogios” e diversos assovios. Na frente do prédio San Marino, resolveu fazer uma parada estratégica, decidiu abrir uma bala, mas esta caiu no chão, com categoria e retaguarda, virada para a rua, abaixou para pegá-la, e foi neste momento que escutou metade de um “fiiiiiiiiiu fi.’ seguido de um estrondo.
Este fiu fiu veio de Betão, garotão, ou pelo menos se achava, tinha 39 anos de idade, beirava os quarentão, mas, se vestia e se comportava como se tivesse 20 anos de idade, praticava musculação todos os dias dentro do próprio quarto. Se achava muito esperto, pois desenvolvia suas próprias técnicas de levantamento de peso. Se filmava com sua câmera fotográfica e postava o vídeo no youtube o modo como adquira seus musculos. “Se achava” o garanhão, com a testosterona em ebulição, e não deixava passar despercebida nenhuma mulher na rua. Atirava para todos os lados.
Quando Betão soltou o assobio, e como nem chegou a ser proferido completamente, foi interrompido pelo carro da frente, este que parou devido ao trânsito, e recebeu a pancada por traz do Gol quadrado, branquinho, com par de dados de pelúcia, cor de rosa, dependurados no retrovisor do carro do Betão, que tinha pago somente 18 das 36 parcelas do refinanciamento deste carro. Tinha feito esta divida para comprar um equipamento de som potente para o seu porta-malas. Afinal, alguém tinha que garantir o barulho no Lago do Taboão. Suas próximas economias eram para colocar um “turbo” no motor. Sonhava com o barulho “tchhhhhhhhhhhhhhhhhuiuuuuuuuuuuuuu” ao mudar de marcha. Com a batida soltou em alto e bom som um:
- Putxjahdyg@riu!!!!
Saiu do carro desesperado, aos berros e motorista do carro da frente inconformado com a falta de educação de Betão não se intimidou com seu porte físico e também gritou:
- Que é isso Boy!!??? Além de bater no meu carro, vem com o “pé no peito”? Tu vai te que pagar, mano! E foi logo anotando a placa do carro do Betão, que não ficou quieto:
- Como assim? Você para de repente esta porcaria na minha frente e quer que eu faça milagres?
- Claro, como você, neste carro brega, com estes dados horríveis dependurados no retrovisor e este som no talo iria perceber que o transito parou?
Neste momento Betão virou o Huck, foi a maior de todas as ofensas, ficou verde e partiu para cima de Luizinho. Já havia vários curiosos em volta da discussão e foram contidos por eles quando partiram para a briga física, ate que alguém disse:
- Fica calmo, o seu seguro vai pagar tudo?
Seguro? O orçamento contado não dava para pagar isso não. Nunca nem pensou em ter mais este gasto. Neste momento resolveu ficar quieto, baixar a bola.
Betão percebeu então o quanto estava enrascado. A policia chegou e o informou melhor de tudo dizendo que além do prejuízo do próprio carro, terá que pagar o conserto do carro do Luizinho, pagar o guincho para liberar o carro e isso se a documentação estiver em ordem.
Depois de tudo, viu seu carro indo embora sendo puxado pelo Guincho, Luizinho conseguiu ir dirigindo seu carro, a lateral traseira amassada não afetou muita coisa. Todos teriam que ir para a delegacia. Pegou uma carona no carro dos policiais e quando passava em frente a sorveteria do japonês, escutou um “ Pissssssssssssiu”, quando olhou, era Priscila lhe fazendo um tchauzinho e mandando um beijinho com a ponta dos dedos acompanhado de uma piscadela.
Marcadores:
bragança paulista,
praça central,
Priscila
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Primeira história de Justipa (70% verídica)
É o “seguinte”: Seu João, gente boníssima de um bairro nobre da cidade, indo contra maré de seus amigos, não abriu mão de sua nostalgia e era decidido a não se mudar para um Condomínio Fechado. Era tachado como louco por seus antigos vizinhos que diziam:
- Seu João, sua família merece segurança, conforto, este bairro não é mais como era antes, continuaremos vizinhos no mesmo condomínio fechado, em outro lugar.
- Não! Dizia Seu João. Tradicionalista e corretíssimo acreditava na segurança do poder público, no direito de exigir segurança que paga com muito custo, através dos impostos mensais. Se já paga tantos impostos, porque teria que pagar, também, para ter segurança em um condomínio fechado? Ficou decidido, segurança não era sua obrigação, além do mais, foi ali, naquele bairro, que viu seus filhos crescerem sem preocupações, e será ali, que irá soltar pipa com seus netos.
Os amigos acham que ele, um senhor tão inteligente, vive em um mundo utópico para os dias de hoje, mas, ele não era o único que permanecia naquele bairro. Não se tem mais paz, atualmente, pelo menos uma vez por semana há pequenos e grandes assaltos.
Aí vocês me perguntam: “cadê o Justipa?” Então, o SEU JOÃO, resolveu fazer um puxadinho na sua casa, já que não mudaria de casa, iria investir na área de lazer. Ë isso ai, achava que seu imóvel valeria mais na hora de uma inevitável venda, quando na realidade, os imóveis só estavam desvalorizando naquela região por conta dos assaltos.
Ai,ai,ai,ai,ai, o Justipa, né? Então, para “levantar o puxadinho”, hehe, “levantar o puxadinho”, o Seu João, contratou três pedreiros para a mão de obra através de um empreiteiro, mas, fazia questão de selecionar, ele mesmo, quem entraria dentro sua casa para trabalhar. Assim, pediu para que levasse na sua casa os candidatos para uma entrevista e entre os três estava “tchararam!!!!!!” O JUS-TI-PA!!!!
Seu João começou com a entrevista e o primeiro a ser questionado foi o Justipa:
- Seu nome? Questionou seu João.
- Justipa?
- O que? “Tá” resfriado?
- Não, não “to custipado”!
- Seu nome, como é?
- JUS – TI – PA! Ouviu agora?
- Aaaaah, o seu nome é Justipa? Mas, não é apelido não?
- Não, minha mãe colocou esse nome mesmo, mas ela nem lembra porque, não lembra nem de ter ido no cartório. Disse o pedreiro conformado.
- E o nome da sua mãe? Perguntou seu João continuando a entrevista.
- É mãe.
Com paciência Seu João perguntou, - como se chama a sua mãe?
- Mãe, ora.
Sem paciência o Seu João questionou:
- nome é Maria, Joana, Aparecida, qual é o dela?
Justipa demonstrou que também não tinha muita paciência:
- É mãe, eu já disse, mãe é mãe, ela nunca disse o nome dela.... É mãe!
Melhor seria mudar de pergunta, então seu João continuou:
- Onde você mora?
- Na minha casa,... onde eu durmo. Disse o Justipa. Nessa hora o seu João perdeu a cabeça de vez e informou a todos:
- Amanhã vocês voltam, tenho que ir embora. E essa foi a primeira vez que o Seu João perdeu a paciência com a obra.
No final da tarde, mais calmo, seu João ligou para o empreiteiro e considerou a inocência de Justipa, que sem dúvida era sincera, uma qualidade. Assim, disse ao empreiteiro que o Justipa estava contratado.
Como seu João era de bom coração, decidiu que iria ajudá-lo e em uma semana de trabalho do Justipa, era ele quem mais chamava o “Seu Jão” para uma prosa.
Quando seu João pediu os documentos ao Justipa para qeu pudesse fazer seu registro, descobriu que ele nunca havia providenciado um Título de Eleitor, ou CPF, que era analfabeto com 29 anos de idade e resolveu que tomaria conta disso tudo para ele. Foi assim, que seu João conheceu mais um pouco da história da vida dele, os tipos de dificuldades. E foi assim também, que seu João descobriu o quanto lhe fazia bem fazer o bem por alguém e Justipa não teve onde guardar tanta felicidade, pois era a primeira vez em toda a sua vida, que alguém se preocupava com ele.
Ana Roberta
- Seu João, sua família merece segurança, conforto, este bairro não é mais como era antes, continuaremos vizinhos no mesmo condomínio fechado, em outro lugar.
- Não! Dizia Seu João. Tradicionalista e corretíssimo acreditava na segurança do poder público, no direito de exigir segurança que paga com muito custo, através dos impostos mensais. Se já paga tantos impostos, porque teria que pagar, também, para ter segurança em um condomínio fechado? Ficou decidido, segurança não era sua obrigação, além do mais, foi ali, naquele bairro, que viu seus filhos crescerem sem preocupações, e será ali, que irá soltar pipa com seus netos.
Os amigos acham que ele, um senhor tão inteligente, vive em um mundo utópico para os dias de hoje, mas, ele não era o único que permanecia naquele bairro. Não se tem mais paz, atualmente, pelo menos uma vez por semana há pequenos e grandes assaltos.
Aí vocês me perguntam: “cadê o Justipa?” Então, o SEU JOÃO, resolveu fazer um puxadinho na sua casa, já que não mudaria de casa, iria investir na área de lazer. Ë isso ai, achava que seu imóvel valeria mais na hora de uma inevitável venda, quando na realidade, os imóveis só estavam desvalorizando naquela região por conta dos assaltos.
Ai,ai,ai,ai,ai, o Justipa, né? Então, para “levantar o puxadinho”, hehe, “levantar o puxadinho”, o Seu João, contratou três pedreiros para a mão de obra através de um empreiteiro, mas, fazia questão de selecionar, ele mesmo, quem entraria dentro sua casa para trabalhar. Assim, pediu para que levasse na sua casa os candidatos para uma entrevista e entre os três estava “tchararam!!!!!!” O JUS-TI-PA!!!!
Seu João começou com a entrevista e o primeiro a ser questionado foi o Justipa:
- Seu nome? Questionou seu João.
- Justipa?
- O que? “Tá” resfriado?
- Não, não “to custipado”!
- Seu nome, como é?
- JUS – TI – PA! Ouviu agora?
- Aaaaah, o seu nome é Justipa? Mas, não é apelido não?
- Não, minha mãe colocou esse nome mesmo, mas ela nem lembra porque, não lembra nem de ter ido no cartório. Disse o pedreiro conformado.
- E o nome da sua mãe? Perguntou seu João continuando a entrevista.
- É mãe.
Com paciência Seu João perguntou, - como se chama a sua mãe?
- Mãe, ora.
Sem paciência o Seu João questionou:
- nome é Maria, Joana, Aparecida, qual é o dela?
Justipa demonstrou que também não tinha muita paciência:
- É mãe, eu já disse, mãe é mãe, ela nunca disse o nome dela.... É mãe!
Melhor seria mudar de pergunta, então seu João continuou:
- Onde você mora?
- Na minha casa,... onde eu durmo. Disse o Justipa. Nessa hora o seu João perdeu a cabeça de vez e informou a todos:
- Amanhã vocês voltam, tenho que ir embora. E essa foi a primeira vez que o Seu João perdeu a paciência com a obra.
No final da tarde, mais calmo, seu João ligou para o empreiteiro e considerou a inocência de Justipa, que sem dúvida era sincera, uma qualidade. Assim, disse ao empreiteiro que o Justipa estava contratado.
Como seu João era de bom coração, decidiu que iria ajudá-lo e em uma semana de trabalho do Justipa, era ele quem mais chamava o “Seu Jão” para uma prosa.
Quando seu João pediu os documentos ao Justipa para qeu pudesse fazer seu registro, descobriu que ele nunca havia providenciado um Título de Eleitor, ou CPF, que era analfabeto com 29 anos de idade e resolveu que tomaria conta disso tudo para ele. Foi assim, que seu João conheceu mais um pouco da história da vida dele, os tipos de dificuldades. E foi assim também, que seu João descobriu o quanto lhe fazia bem fazer o bem por alguém e Justipa não teve onde guardar tanta felicidade, pois era a primeira vez em toda a sua vida, que alguém se preocupava com ele.
Ana Roberta
sexta-feira, 7 de maio de 2010
Concurso de multas
Atenção todos, está sendo lançado um novo concurso em Bragança Paulista. Ganhará um troféu Lingüiça, quem, do mês de março deste ano até o inicio da copa receber menos multa na cidade de Bragança Paulista. O regulamento do concurso autoriza participantes que não sejam residentes nesta cidade. (Olha lá amiga de Atibaia, aquela que me visitou na semana passada com 3 multas em um mesmo dia e dois no outro, presta atenção, você também esta no páreo)
Na minha família tem gente que esta perdendo disparado e vai começar andar de carona logo, logo. Lá, todo mundo já sabe quando meu pai diz no almoço: “tem um presente na mesa da sala pra você.” Pode esperar que é multa.
Oooo pessoal, o que é isso agora? Vocês estão pensando o quê? Que é andar a 60 Km/h somente na frente do radar, durante 5 metros? Só penteia o cabelo quando vai sair na foto? Não, tem que cumprir a legislação.
E um amigo meu que teve uma sorte danada, mudou de emprego e passou a transitar na norte sul diariamente e como não gosta de acordar cedo, saia de casa faltando 5 minutos para estar no trabalho, e não é que o esperto, bem quando passava por aquele semáforo ali, no alto da norte/sul a maioria das vezes ele estava verde. Resultado, quase vai o salário do mês para pagar as multas. Foram oito multas apenas naquele mês. A velocidade permitida naquele local é de 40KM/h, o semáforo tem dupla função: multar quem passa no vermelho e quem transita por ele por mais de 40Km/h . Pensando bem, “eita” cara azarado.
Gostaria de alertá-los, cuidado ao fazerem a higienização do nariz, orelhas ou utilizarem o celular dirigindo, foram instaladas diversas câmeras filmadoras de alta resolução na cidade e muitas delas estão localizadas nos semáforos. Se você passar em frente de uma dessas câmeras falando no celular ou sem cinto, tiram uma foto e chega a multa em casa. Utilidade pública: gostaria de avisá-los também que caso ocorra algo com vocês em locais que tenham esta câmera, como assalto, roubo, batida de carro, vocês podem solicitar para a prefeitura uma cópia da filmagem, tendo o dia e à hora do ocorrido, isso vale como prova.
Conheço três pessoas, que somente na semana passada cada uma delas recebeu mais de três multas naquele radar móvel que foi instalado na entrada da cidade. Aquele em que um motoqueiro teve a “genial” idéia de atear fogo no radar em plena luz do dia. Graças a ele descobrimos que não havia licença para aquele radar estar ali.
Adoraria ver a prestação de contas dessas multas pela prefeitura, quanto entra e no que é investido, porque a cidade esta tão esburacada que parece um queijo. Não defendo aqui os infratores, mas, seria bom se pudéssemos multar a prefeitura também, por falta de recapeamento das ruas, falta de assistência médica na periferia da cidade, onde uma consulta demora mais de um mês acontecer, por não cumprir o prazo de entrega das obras: calçadas na rua do mercado, do mercado municipal, jardim público....
Gostaria que no Brasil para as pessoas poderem se candidatarem a qualquer cargo político, apenas se candidatarem tivessem que prestar um concurso, como esses para ser Juiz, promotor, funcionário público e que tivessem que antes preencherem determinados requisitos como: ter ensino superior completo, ficha limpa, 10 anos de experiência em administrações de grande porte, principalmente delegando funções.
E dalhe multa no povo.
Se você já foi multado neste período, deixe seu depoimento no "comentários" abaixo.
Na minha família tem gente que esta perdendo disparado e vai começar andar de carona logo, logo. Lá, todo mundo já sabe quando meu pai diz no almoço: “tem um presente na mesa da sala pra você.” Pode esperar que é multa.
Oooo pessoal, o que é isso agora? Vocês estão pensando o quê? Que é andar a 60 Km/h somente na frente do radar, durante 5 metros? Só penteia o cabelo quando vai sair na foto? Não, tem que cumprir a legislação.
E um amigo meu que teve uma sorte danada, mudou de emprego e passou a transitar na norte sul diariamente e como não gosta de acordar cedo, saia de casa faltando 5 minutos para estar no trabalho, e não é que o esperto, bem quando passava por aquele semáforo ali, no alto da norte/sul a maioria das vezes ele estava verde. Resultado, quase vai o salário do mês para pagar as multas. Foram oito multas apenas naquele mês. A velocidade permitida naquele local é de 40KM/h, o semáforo tem dupla função: multar quem passa no vermelho e quem transita por ele por mais de 40Km/h . Pensando bem, “eita” cara azarado.
Gostaria de alertá-los, cuidado ao fazerem a higienização do nariz, orelhas ou utilizarem o celular dirigindo, foram instaladas diversas câmeras filmadoras de alta resolução na cidade e muitas delas estão localizadas nos semáforos. Se você passar em frente de uma dessas câmeras falando no celular ou sem cinto, tiram uma foto e chega a multa em casa. Utilidade pública: gostaria de avisá-los também que caso ocorra algo com vocês em locais que tenham esta câmera, como assalto, roubo, batida de carro, vocês podem solicitar para a prefeitura uma cópia da filmagem, tendo o dia e à hora do ocorrido, isso vale como prova.
Conheço três pessoas, que somente na semana passada cada uma delas recebeu mais de três multas naquele radar móvel que foi instalado na entrada da cidade. Aquele em que um motoqueiro teve a “genial” idéia de atear fogo no radar em plena luz do dia. Graças a ele descobrimos que não havia licença para aquele radar estar ali.
Adoraria ver a prestação de contas dessas multas pela prefeitura, quanto entra e no que é investido, porque a cidade esta tão esburacada que parece um queijo. Não defendo aqui os infratores, mas, seria bom se pudéssemos multar a prefeitura também, por falta de recapeamento das ruas, falta de assistência médica na periferia da cidade, onde uma consulta demora mais de um mês acontecer, por não cumprir o prazo de entrega das obras: calçadas na rua do mercado, do mercado municipal, jardim público....
Gostaria que no Brasil para as pessoas poderem se candidatarem a qualquer cargo político, apenas se candidatarem tivessem que prestar um concurso, como esses para ser Juiz, promotor, funcionário público e que tivessem que antes preencherem determinados requisitos como: ter ensino superior completo, ficha limpa, 10 anos de experiência em administrações de grande porte, principalmente delegando funções.
E dalhe multa no povo.
Se você já foi multado neste período, deixe seu depoimento no "comentários" abaixo.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Os porcos também querem vida de capivara!
As Capivaras estão se multiplicando mais que coelho no Lago do Taboão de Bragança Paulista. Estão levando uma vida de estrela. Pessoas posam ao lado delas, tiram fotos, tiram um pãozinho amanhecido escondido da bolsa e tem gente que vai ao Lago só para vê-las. Já vi turistas parando o carro do outro lado para conferir.
A notícia tem se espalhado tanto, que já chegou nas diversas granjas de porcos da região. Luizinho é um dos porcos mais velhos de uma granja famosa daqui de Bragança e junto com outros dois líderes, ao saberem da notícia e imaginarem como deveria ser a vida de “pop star” bem próximo de casa, resolveram planejar uma fuga. Luizinho foi o escolhido para verificar, primeiramente, se o que estavam falando era verdade.
Estavam cansados de ouvir os porcos que chegavam de caminhão de outras granjas e que passavam pelo Lago do Taboão, relatarem a vida de sombra e água fresca das Capivaras. Elas podiam tentar fazer e ter quantos filhos quisessem, eram livres para transitarem nos meios dos homens, visitarem outros lagos e serem admiradas e respeitadas (isso é muito importante).
Um desses porcos viajante, um dia disse que a única coisa que eles não deveriam ter era vacina e tinham que conviver com as “sanguessugas” dos carrapatos. Soube também que as capivaras estavam planejando que, em breve, ao dominarem o território, controlariam a ida dos homens por lá, pois, afinal de contas, estavam incomodadas com aquele vai e vem que lhes tiravam a privacidade.
Então, Luizinho foi para a missão! Fez questão de chamar a atenção de seu dono para que ele lhe escolhesse para o próximo carregamento. O Plano era o seguinte: todos os outros porcos, durante a viagem, teriam que lhe dar licença e deixá-lo ficar perto da porta do caminhão. Quando chegasse perto da Praça Nove de Julho, todos ajudariam a empurrar a porta até que ela estourasse e então, somente ele, escaparia. Se esse plano não desse certo, todos tentariam jogá-lo por cima do caminhão e lá se foram. Depois de solto iria ao encontro das Capivaras e ofereceria uma parceria, isso tudo antes de ser capturado novamente, mas estava fora do peso e o resto da história o Bragança-Jornal contará para vocês:
http://www.bjd.com.br/detalhe_noticias.php?codigo=32989
A notícia tem se espalhado tanto, que já chegou nas diversas granjas de porcos da região. Luizinho é um dos porcos mais velhos de uma granja famosa daqui de Bragança e junto com outros dois líderes, ao saberem da notícia e imaginarem como deveria ser a vida de “pop star” bem próximo de casa, resolveram planejar uma fuga. Luizinho foi o escolhido para verificar, primeiramente, se o que estavam falando era verdade.
Estavam cansados de ouvir os porcos que chegavam de caminhão de outras granjas e que passavam pelo Lago do Taboão, relatarem a vida de sombra e água fresca das Capivaras. Elas podiam tentar fazer e ter quantos filhos quisessem, eram livres para transitarem nos meios dos homens, visitarem outros lagos e serem admiradas e respeitadas (isso é muito importante).
Um desses porcos viajante, um dia disse que a única coisa que eles não deveriam ter era vacina e tinham que conviver com as “sanguessugas” dos carrapatos. Soube também que as capivaras estavam planejando que, em breve, ao dominarem o território, controlariam a ida dos homens por lá, pois, afinal de contas, estavam incomodadas com aquele vai e vem que lhes tiravam a privacidade.
Então, Luizinho foi para a missão! Fez questão de chamar a atenção de seu dono para que ele lhe escolhesse para o próximo carregamento. O Plano era o seguinte: todos os outros porcos, durante a viagem, teriam que lhe dar licença e deixá-lo ficar perto da porta do caminhão. Quando chegasse perto da Praça Nove de Julho, todos ajudariam a empurrar a porta até que ela estourasse e então, somente ele, escaparia. Se esse plano não desse certo, todos tentariam jogá-lo por cima do caminhão e lá se foram. Depois de solto iria ao encontro das Capivaras e ofereceria uma parceria, isso tudo antes de ser capturado novamente, mas estava fora do peso e o resto da história o Bragança-Jornal contará para vocês:
http://www.bjd.com.br/detalhe_noticias.php?codigo=32989
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Adubo para as plantinhas
Quando eu era ainda uma pequena menina (isso foi na primeira metade dos anos 80), ainda passavam carroças na minha cidade e principalmente no meu bairro que ficava próximo a rodoviária. Bem, vocês devem estar pensando o que tem a ver as carroças com a rodoviária, né? Será que o meio de transporte municipal era feito por charretes? Não, é que perto da rodoviária fica o mercado municipal e o centro da cidade. Mas, além disso, o bairro em que eu morava ficava próximo ao final da cidade, perto do limite entre a zona urbana e zona rural. Nossa, hoje em dia naquele bairro fica no centro da cidade e distante da zona rural tamanho o crescimento.
Enfim, eu morava na rua do atual prefeito da cidade na atualidade e o povo do sítio vinha de charrete, em regra, o alazão puxando o marido, a mulher e cinco filhos atrás.
Nesta cidade os bairros são feitos de morros e como não podia ser diferente, o bairro que residia era uma das maiores montanhas da onde se avistava uma parte do centro da cidade. Se o centro não fosse uma montanha, daria para avistar o restante também. Achava engraçado o cavalo descendo a rua de casa, claro, uma ladeira, parecia que descia rebolando as ruas de paralelepípedo, às vezes até escorregava nas pedras, neste momento tinha pena do cavalo, ainda mais porque o jegue que estava em cima nem mudava sua expressão, continuava mascando seu capim, dando chicotadas e pensando na morte da bezerra. Mais engraçado mesmo era quando o cavalo entre uma rebolada e outra levantava seu rabo e liberava aquelas bolotas verde musgo e que não se desfaziam ao cair no chão. Morria de rir, risos puros de criança.
Lembro que tinha um casal que sempre que vinha para a cidade de charrete, aproveitavam para trazer umas verduras e legumes de sua horta, quando se encomendava trazia também frango caipira (vivo) e ovos. O homem sentado encima da charrete, pensando na morte da bezerra e aguardando a próxima ordem da patroa que descia a ladeira batendo de porta em porta oferecendo seus produtos e assim, faziam um dinheirinho antes de irem para a cidade. ( Naquele tempo, até nós que morávamos na cidade falávamos: “vamos para cidade hoje?”, querendo dizer: “vamos para o centro da cidade hoje?”. Era engraçado como as mulheres da rua se reuniam para conversar sobre o casal depois que partiam.
Naquela época noventa por cento das mulheres eram donas de casa, tinham tempo para ficar papeando na rua e tinham certeza de que nós crianças não estávamos entendendo nada do que elas conversavam. Imaginavam e comentavam como deveria ser a vida daquele casal, como ela mandava nele e deveriam fazer o mesmo em casa, como nunca tinham ouvido a voz dele e como ela falava pelos cotovelos e como só ela lidava com o dinheiro. Até um dia em que ela veio sozinha para a cidade e perguntaram para ela porque seu marido não tinha vindo e ela disse: - quem? meu irrrmão? Ahhh, ele ta custipado... Neste momento todas se entreolharam e seguraram o riso. Este casal, foi à única charrete que continuou passando na rua até a alguns anos atrás, afinal, tinham além de transporte, um comércio.
Comecei não achar mais divertido ficar sentada na calçada vendo a charrete passar, porque toda vez que iam embora e as bolotas ficavam lá na rua, verdinha, tinindo, exalando seu cheiro e ainda em sua forma original, minha mãe pedia para eu ir disfarçadamente com a “pazinha” de lixo da cozinha ir pegar as catotinhas, a merda, o esterco, o adubo para as plantinhas.
Torcia para que ninguém visse, principalmente meus amigos, ia correndo e voltava correndo, perdendo umas bolotas no caminho. Minha mãe garantia que não tinha nada de mais em minha atitude, mas ria, até o dia que decidi que nunca mais cataria merda na minha vida.
Enfim, eu morava na rua do atual prefeito da cidade na atualidade e o povo do sítio vinha de charrete, em regra, o alazão puxando o marido, a mulher e cinco filhos atrás.
Nesta cidade os bairros são feitos de morros e como não podia ser diferente, o bairro que residia era uma das maiores montanhas da onde se avistava uma parte do centro da cidade. Se o centro não fosse uma montanha, daria para avistar o restante também. Achava engraçado o cavalo descendo a rua de casa, claro, uma ladeira, parecia que descia rebolando as ruas de paralelepípedo, às vezes até escorregava nas pedras, neste momento tinha pena do cavalo, ainda mais porque o jegue que estava em cima nem mudava sua expressão, continuava mascando seu capim, dando chicotadas e pensando na morte da bezerra. Mais engraçado mesmo era quando o cavalo entre uma rebolada e outra levantava seu rabo e liberava aquelas bolotas verde musgo e que não se desfaziam ao cair no chão. Morria de rir, risos puros de criança.
Lembro que tinha um casal que sempre que vinha para a cidade de charrete, aproveitavam para trazer umas verduras e legumes de sua horta, quando se encomendava trazia também frango caipira (vivo) e ovos. O homem sentado encima da charrete, pensando na morte da bezerra e aguardando a próxima ordem da patroa que descia a ladeira batendo de porta em porta oferecendo seus produtos e assim, faziam um dinheirinho antes de irem para a cidade. ( Naquele tempo, até nós que morávamos na cidade falávamos: “vamos para cidade hoje?”, querendo dizer: “vamos para o centro da cidade hoje?”. Era engraçado como as mulheres da rua se reuniam para conversar sobre o casal depois que partiam.
Naquela época noventa por cento das mulheres eram donas de casa, tinham tempo para ficar papeando na rua e tinham certeza de que nós crianças não estávamos entendendo nada do que elas conversavam. Imaginavam e comentavam como deveria ser a vida daquele casal, como ela mandava nele e deveriam fazer o mesmo em casa, como nunca tinham ouvido a voz dele e como ela falava pelos cotovelos e como só ela lidava com o dinheiro. Até um dia em que ela veio sozinha para a cidade e perguntaram para ela porque seu marido não tinha vindo e ela disse: - quem? meu irrrmão? Ahhh, ele ta custipado... Neste momento todas se entreolharam e seguraram o riso. Este casal, foi à única charrete que continuou passando na rua até a alguns anos atrás, afinal, tinham além de transporte, um comércio.
Comecei não achar mais divertido ficar sentada na calçada vendo a charrete passar, porque toda vez que iam embora e as bolotas ficavam lá na rua, verdinha, tinindo, exalando seu cheiro e ainda em sua forma original, minha mãe pedia para eu ir disfarçadamente com a “pazinha” de lixo da cozinha ir pegar as catotinhas, a merda, o esterco, o adubo para as plantinhas.
Torcia para que ninguém visse, principalmente meus amigos, ia correndo e voltava correndo, perdendo umas bolotas no caminho. Minha mãe garantia que não tinha nada de mais em minha atitude, mas ria, até o dia que decidi que nunca mais cataria merda na minha vida.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Profissão com paixão
Tudo é mais fácil quando se tem paixão,
Não sofremos nem mesmo um arranhão.
È a paixão que faz tudo funcionar,
Sem falsidade, com curiosidade e empolgação.
Se todos sentissem paixão por aquilo que fazem,
Fariam de uma simples passagem,
Mais uma conquista para o coração.
Quem não quer paz, felicidade e satisfação?
São todos ingredientes dos nossos sonhos.
Quem não busca transformá-los em realidade,
Não sabe o verdadeiro sentido da paixão.
Não sofremos nem mesmo um arranhão.
È a paixão que faz tudo funcionar,
Sem falsidade, com curiosidade e empolgação.
Se todos sentissem paixão por aquilo que fazem,
Fariam de uma simples passagem,
Mais uma conquista para o coração.
Quem não quer paz, felicidade e satisfação?
São todos ingredientes dos nossos sonhos.
Quem não busca transformá-los em realidade,
Não sabe o verdadeiro sentido da paixão.
sexta-feira, 26 de março de 2010
A espera do vento
Tudo tão parado,
Sonolento.
Falta força,
Vitamina
Cabisbaixo,
sem vida.
Espera que não cessa,
Desanima.
Até quando?
Onde se vai?
Amor sem cor,
Sem abraço.
Virará pó.
Ira Sumir no espaço.
Sonolento.
Falta força,
Vitamina
Cabisbaixo,
sem vida.
Espera que não cessa,
Desanima.
Até quando?
Onde se vai?
Amor sem cor,
Sem abraço.
Virará pó.
Ira Sumir no espaço.
quarta-feira, 17 de março de 2010
HOMEM, MULHER E O SEXO FRÁGIL
Somos todas nascidas para enfrentar tudo o que vem pela frente. A mulher buscou tanto a sua independência que conseguiu várias coisas que dependem delas para acontecer. Agora não podemos reclamar, em muitas áreas ultrapassamos até os homens. Não quero parecer feminista não, mas adoraria ver uma manifestação de queima de cuecas, ternos e gravatas em praça pública. Até ajudaria a botar fogo, ainda mais para ajudar meus caros colegas da área da justiça que em pleno calor de 37 graus são obrigados a estarem vestidos de terno, gravata, meia e sapato social, muitos deles advogados aguardando pela audiência atrasada. Enquanto nós podemos ter o privilégio de usar saias, sandálias, regatas e maquilagem a prova d’água. Preso também pelo bom senso, é claro! Mas, a elegância pode ser mantida com outras vestimentas.
Apoio os homens no dia da manifestação usarem de panelas e tampas, aproveitariam e reinvidicariam o direito de serem donos de casa enquanto a mulher trabalha e mais, ajudaria a protestarem ao governo para que liberem verba para os cientistas descobrirem um meio de os homens engravidarem. Afinal, além de quererem sentir a emoção de colocar alguém no mundo, iriam querer provar que eles são “fêmeos” o bastante para agüentarem o baque! Para mim neste caso, o homem comprovaria a igualdade entre os sexos que tanto requerem apenas assumindo por um mês, fazer as compras de casa, levar e pegar os filhos na escola, nas aulas de balé, judô, futebol, natação, inglês, dar as ordens para a empregada, definir todos os dias o que será o almoço, arrumar os filhos para ir a escola, dar o almoço, ir ao supermercado, levá-los ao médico, ir a farmácia, comprar roupas, arrumar a mala de todos para as viagens, visitar os parentes, levá-los e buscá-los nas festinhas de aniversário, definir e fazer o jantar, fazer os filhos arrumarem sua bagunça ou arrumar antes que a mulher chegue em casa, providenciar encanador para o cano furado, eletricista para a tomada com mal contato e claro, tudo isso trabalhando fora o dia todo, enfim, devo estar esquecendo um monte de coisa, mas tem uma que é muito importante, depois de tudo, quando deitar do lado da mulher esteja bem humorado, cheio de amor para dar e todo o ouvido para escutar as necessidades da mulher, depois de ela trabalhar o dia todo e tendo seu trabalho como única preocupação, acompanhado de uma massagem. Se o homem agüentar somente por um mês, ai sim merece um autentico certificado de igualdade entre os sexos. Se não agüentar, darei um certificado de “ você não é igual as mulheres da atualidade, mas se encaixa muito bem com a categoria SEXO FRÁGIL.”
Aqui entre nós, que mulher não daria tudo para ver um homem, vomitando diariamente por conta da gravidez e depois ir trabalhar? Tendo contrações? Parindo? Amamentando? Sozinho em casa com um bebe de 2 meses berrando com cólicas? E fora tudo isso, fazendo todas as atividades acima elencadas?
É isso ai cara colegas, muitas mulheres que fazem tudo isso, ainda são empregadas domésticas, babás, Juízas, advogadas, presidentes de multinacionais... Qualquer cargo que exerçam são dignas de respeito dentro e fora de casa, principalmente, serem dignas no mínimo do respeito mútuo com seu companheiro! Torço sinceramente para que nós mulheres diante de tantas conquistas não nos esqueçamos de nós mesmas, que com tudo o que depende de nós, arrumemos um tempinho para nosso personal treiner, manicure, cabeleireiro, nosso livro, shopping, cervejinha com as amigas... Que as comparações e as diferenças entre os sexos sejam cada vez menores!
sexta-feira, 12 de março de 2010
Saudades da Vida
Clareira que surgiu por todo o espaço depois de me ver no espelho.
Claridade que de perto cegava.
Clara minha alma se encontrava.
Hoje me vejo por inteiro.
Horas passaria ali me vendo.
Compensando todo o tempo que não enxerguei.
Cada vez que respirava a claridade se expandia.
Saudades da vida...
Claridade que de perto cegava.
Clara minha alma se encontrava.
Hoje me vejo por inteiro.
Horas passaria ali me vendo.
Compensando todo o tempo que não enxerguei.
Cada vez que respirava a claridade se expandia.
Saudades da vida...
segunda-feira, 1 de março de 2010
VIDA COMPLETA
Todos que amam, desejam o reconhecimento.
Mais que o reconhecimento, se deseja a reciprocidade.
Quando se sente que é recíproco tudo fica completo,
Porque todo o resto vem acompanhado.
Este amor recíproco se estende principalmente a si próprio.
Mais que o reconhecimento, se deseja a reciprocidade.
Quando se sente que é recíproco tudo fica completo,
Porque todo o resto vem acompanhado.
Este amor recíproco se estende principalmente a si próprio.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Isto - Fernando Pessoa
Uma recordação dos meus 17 anos, no quarto com varanda azul + amigos, sinceros momentos vividos intensamente:
Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não
Eu simplismente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.
Tudo que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!
Fernando Pessoa
Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não
Eu simplismente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.
Tudo que sonho ou passo,
O que me falha ou finda,
É como que um terraço
Sobre outra coisa ainda.
Essa coisa é que é linda.
Por isso escrevo em meio
Do que não está ao pé,
Livre do meu enleio,
Sério do que não é.
Sentir? Sinta quem lê!
Fernando Pessoa
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
VIAJENS
"Viajar é multiplicar a vida. De país em país, de costumes em costumes, o homem que nasceu com propensão e gosto para isso, renova-se e transforma-se."
Machado de Assis
Machado de Assis
De cada viajem volto uma pessoa diferente, com alguns acréscimos e olhar diferente. Adoro aquela sensação de quando estou entrando na minha cidade, observo as pessoas caminharem, o fluxo da rotina, como se estivesse voltando pro meu formigueiro, um misto de sensação boa de estar voltando para o aconchego e que tudo continua como estava, porém com um íntimo diferente.
Muito bom perceber o quanto as crianças evoluem e a alegria de quando entram em casa.
O bom é que a sensação permanece e os próximos dias úteis também se transformam.
Bom mesmo é sentir que a vida não é só nosso mundinho rotineiro, que nem sempre o nosso costume é o melhor, que nossa paisagem é a mais bonita, que somente a nossa vida tem qualidade, ou também, sentir que não podemos reclamar, que nossa vida é muito boa.
Multiplicar a vida, alimentar a alma, crescer por dentro, isso é um bom investimento, isso sim é que é riqueza!
Rico não é aquele que tem muito e sim aquele que necessita de pouco para viver e ser feliz.
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
A Praça
Fui até a mais recente, sonhada e idealizada praça que fica no bairro onde moro. Sentada confortavelmente embaixo daquela linda e enorme àrvore olhava ao redor e via que de longe se aproximava uma grande nuvem carregada que já desaguava na cidade do lado. Era um entardecer escuro como dos últimos tempos. Junto com uma amiga que veio me visitar e com meu filho de bicicleta dando voltas ao redor contemplava a cidade pelo vão que restou no espaço entre as construções.
Minha amiga elogiou o bairro e eu em resposta disse que este agora estava melhor, me preocupando em estar não passando a impressão de estar reclamando de barriga cheia justifiquei lamentando o fato de como tudo seria diferente se esta praça existisse a pelo menos 5 anos atrás, ou junto com o surgimento do condomínio.
Tudo seria diferente! Por que quantas amizades deixei de fazer por não ter uma vida social com meus visinhos? Quantas noites quentes nossos filhos deixaram de sentar com seus amigos e fazer novos embaixo daquela árvore? Quantas oportunidades deixamos de conversar com os visinhos problemas só lembrados em reuniões de condomínio? Quantas oportunidades de se combinar uma partida ou campeonato de Tênis, um jogo de futebol, etc...
Logo que mudei neste bairro fui sugerir a construção da praça ou colocarem uns bancos lá, porque a vista da cidade ali é linda e a diretoria da época me disse que eu teria que contratar um engenheiro, fazer o projeto, orçamento de matérias e mão de obra e apresentar um determinado período antes da próxima reunião. Bom, o resto deixa pra lá. Hoje em dia esta tudo melhorando, sinto um clima melhor.
Que todos prestigiem este novo espaço e para quem não conhece, fica aqui o meu convite.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
A ÁGUA BATE NA NOSSA BUNDA


Durante esta semana que passou, vendo o resultado do poder de um e-mail e principalmente da disponibilidade não só em doar, como ajudar, oferecendo suas próprias casas como segundo ponto de coleta e além de tudo agradecendo a possibilidade de poder ajudar, me fez acreditar um pouco mais no ser humano, na fé e ter um pouco mais de esperança.
Durante a campanha algumas pessoas me ligaram questionando sobre como seria a entrega dos donativos e isso me fez lembrar o ocorrido no sul onde algumas arrecadações foram desviadas até mesmo por soldados. Fiz questão de ir junto levar os donativos, ver de perto realmente a necessidade. Fui com a certeza de que todos nós fizemos a nossa parte e na medida das nossas possibilidades e tenho certeza também que farão um bom proveito de tudo.
Estive pensando enquanto estava lá e vendo o resultado de todo o estrago, com vergonha de tirar fotos enquanto todos trabalhavam e olhavam com a mínima vontade de expressar um sorriso, que a única coisa que poderá ajudá-los em seu maior problema será o tempo que irá amenizar a dor da perda de seus pertences de valores materias e principalmente os sentimentais.
Várias famílias perderam o estabelecimento comercial, seu lar, automóvel e a fonte de renda, além de desempregar várias pessoas.
Conversei com uma das vítimas que mora na zona rural onde levamos os donativos e disse que as doações estão todas na cidade e agradeceu muito termos lembrado deles e que a situação de algumas famílias de Lagoinha (não sei se era o próximo bairro ou cidade da fazenda que estávamos) era crítica.
Estavam dizendo também que estavam preocupados com o que virá depois que a imprensa deixar a cidade, que logo todos já esqueceriam.
A sensação de estar ajudando alguém é muito boa e gratificante. Creio que todos ajudaram sentem isso também, tamanha a quantidade de doações. Creio que todos querem ajudar a amenizar o sentimento deles.
Acontecimentos trágicos e freqüentes, no âmbito ambiental, têm levado muitas pessoas a pensar no futuro (próximo).
"A água esta batendo na bunda", literalmente, alías, já passou deste estágio.
Creio que o que mais precisamos é pensar no próximo e no coletivo, que não vivemos para viver somente em nosso mundinho e que para ajudar o coletivo, a si próprio, seus filhos e netos não é necessário nenhum sacrifício, senão muito provavelmente uma mudança de alguns hábitos, que a muito tempo estamos ouvindo falar, que são necessários como: economizar água, energia, evitar o consumo desenfreado e desnecessário, o que gera mais lixo e extrativismo prejudicial a natureza, ou adquirindo novos produtos, passe para frente o que irá ficar guardado na esperança de um dia usá-lo, reciclar lixo (isso é tão simples! http://www.reciclebraganca.com.br/ ), sermos um pouco mais honestos, particularmente acrescentaria também ter religião, fé. Será que estou sendo utópica ou hipócrita?
Não deixaremos de ter as repostas da natureza, mas quem sabe amenizar, ou pelo menos mudarmos um pouco os valores e pensar em uma qualidade de vida diferente.
Será que a humanidade vai demorar para acordar e perceber que não dá para deixar para amanhã o que podemos fazer hj?
Nisso tudo onde entra a política? Os goverantes?.....não falarei em política,....melhor não contarmos com ela e infelizmente fazermos a nossa parte recolhendo os impostos, convivendo com as capivaras no lago de nossa cidade e a decepção c/ os governantes.
Adorei este e-mail que esta rolando intitulado: “ a nova piada de Bragança Paulista”.
Bom, vamos fazer a nossa parte, começar a arregaçar as mangas e porque não protestar? Pode contar comigo!
Me veio a seguinte frase na cabeça agora: O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.Martin Luther King.
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
MUNDO ESCURO
Tava lá, tudo escuro e morto.
Parecia que o ar era cinza e preto
Era apenas impressão do carregado sentimento, morto e mofado.
Queria estar longe.
O mundo pode ser diferente, sem rancor, sem magoas, contente.
Quem sabe um pouco de sol, de arco-ires.
Quem sabe descubram que são livres.
Quem sabe descubram uma mente sã.
Eu não sou quem pensam que sou.
O mundo não é como é que pensam.
Somos como pensam que quer que seja,
E não como acredita que é.
Já pensou em abrir as janelas?
Já pensou em deixar as portas abertas?
Já pensou em dizer bom dia?
Já pensou nos Olhos em olhar?
Convide para o almoço, para o jantar.
Elimine as cortinas, são elas que lhe fazem espirrar.
Convide para o jantar, vamos nos embebedar,
São seus pensamentos a sós que não lhes deixa cochilar.
Te convido para um abraço, um brinde para, para amar.
Parecia que o ar era cinza e preto
Era apenas impressão do carregado sentimento, morto e mofado.
Queria estar longe.
O mundo pode ser diferente, sem rancor, sem magoas, contente.
Quem sabe um pouco de sol, de arco-ires.
Quem sabe descubram que são livres.
Quem sabe descubram uma mente sã.
Eu não sou quem pensam que sou.
O mundo não é como é que pensam.
Somos como pensam que quer que seja,
E não como acredita que é.
Já pensou em abrir as janelas?
Já pensou em deixar as portas abertas?
Já pensou em dizer bom dia?
Já pensou nos Olhos em olhar?
Convide para o almoço, para o jantar.
Elimine as cortinas, são elas que lhe fazem espirrar.
Convide para o jantar, vamos nos embebedar,
São seus pensamentos a sós que não lhes deixa cochilar.
Te convido para um abraço, um brinde para, para amar.
FELIDADE PARA SER COMPLETA....É POSSÍVEL?
QUERIA TER CERTEZA QUE ESTA TUDO BEM.
QUERIA TER CERTEZA DE QUE TODO MUNDO ESTA FELIZ.
QUERIA TER CERTEZA QUE TODOS TEM CERTEZA DO MEU AMOR.
QUERIA TER CERTEZA DE QUE NÃO ESTOU EM FALTA, DE QUE NÃO FALTA NADA.
QUERIA TER CERTEZA QUE SE FALTAR POSSAM ME DAR A CHANCE DE PODER AJUDAR.
QUERIA TER CERTEZA DE QUE NÃO SOU EU QUE PRECISO DE AJUDA.
QUERIA TER CERTEZA QUE MEU OTIMISMO E FORÇA DE VONTADE BASTAM.
QUERIA TER CERTEZA QUE FELICIDADE É ISTO QUE SINTO.
QUERIA TER CERTEZA QUE SOU MERECEDORA DE TUDO ISTO,
MAS ISTO NÃO TENHO CERTEZA NENHUMA E SEI QUE TENHO QUE RETRIBUIR MUITO, DE CORAÇÃO E QUE TENHO PROLONGADO ISSO, TORNANDO MEU CAMINHO MAIS CUMPRIDO.
...OBJETIVO PARA 2010.
O SENTIMENTO ENQUADRADO
Tem sentimento que enquadro.
Não direi que enquadramos.
Direi que enquadro ....
Depois de anos, quando lembro do momento,
Sinto o sentimento enquadrado naquele momento.
Como se estivesse guardado dentro de uma caixinha.
Sei que foi enquadrado, porque naquele momento não misturei sentimentos.
Não foi puro, não foi singelo, não foi simples, nem mesmo hipócrita!
Enquadrar o sentimento é viver o momento.
Sem passado, nem futuro.
Sinto falta dos enquadrados nos meus 15 anos.
Sinto falta dos enquadrados nos meus 17 anos.
Sinto falta dos enquadrados nos meus 18 anos.
Sinto falta dos meus enquadrados durantes os anos seguintes.
Sinto falta, porque não tenho e quero ter mais.
Sinto falta porque não tenho mais a inocência que tinha.
Sinto falta porque não tenho todos ao meu alcance.
Me conforta os momentos presentes, como o do dia da foto abaixo.
Não direi que enquadramos.
Direi que enquadro ....
Depois de anos, quando lembro do momento,
Sinto o sentimento enquadrado naquele momento.
Como se estivesse guardado dentro de uma caixinha.
Sei que foi enquadrado, porque naquele momento não misturei sentimentos.
Não foi puro, não foi singelo, não foi simples, nem mesmo hipócrita!
Enquadrar o sentimento é viver o momento.
Sem passado, nem futuro.
Sinto falta dos enquadrados nos meus 15 anos.
Sinto falta dos enquadrados nos meus 17 anos.
Sinto falta dos enquadrados nos meus 18 anos.
Sinto falta dos meus enquadrados durantes os anos seguintes.
Sinto falta, porque não tenho e quero ter mais.
Sinto falta porque não tenho mais a inocência que tinha.
Sinto falta porque não tenho todos ao meu alcance.
Me conforta os momentos presentes, como o do dia da foto abaixo.
Assinar:
Postagens (Atom)















