quinta-feira, 16 de setembro de 2010

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

BRINDES

Adoro quando alguém na mesa, depois de todos os copos estarem cheios, convida: “Vamos fazer um brinde!”. Nesta mesma hora quebra o gelo e da a sensação de que foi dado o “start”, agora podemos relaxar, esquecer de tudo um pouco e jogar conversa fora e sem pressa. Eu tenho uma amiga que para ela a cada copo que é reabastecido merece um novo brinde e sempre que estou com ela sou surpreendida com seus alertas:  você esqueceu de brindar, ou,  brindou tem que beber! Nesta hora, mesmo depois de alguns copos, lembro que o momento é de brindar mesmo e de se divertir! E se estamos falando de algo sério, é a hora de mudar de assunto. Sinto saudades de brindar com algumas pessoas, a vida tem passado tão rápido que cada vez mais esta ficando raro ter um convívio freqüente com os amigos e familiares. Mas, o bom da vida mesmo é celebrar este as reuniões quando estas acontecem, sentar em volta de uma mesa e brindar com pessoas queridas, conversar sobre a vida, desabafar, falar de novos projetos, das saudades, até quando papo vira só de besteiras. (hora de finalizar)  Os brindes se tornam cada vez mais freqüentes, intensos, sonoros com os copos se encontrando e colocando em risco a sua integridade. Até que, os brindes começam a serem esquecidos. Amigos, escrevo estas palavras porque deixarei um pouco de lado os brindes, este inverno saudoso e feliz por qual passei, me fez adquirir uns números a mais na balança, tudo por conta dos inúmeros brindes. Me disseram que somente sem os brindes conseguirei eliminá-los. Como ninguém me convida para brindar com água e como para mim é um enorme sacrifico confraternizar sem brindar, começarei a correr no lago do Taboão, comer salada e beber água uma hora antes ou duas depois das refeições. Pensando bem, acho que não vai dar certo, já tentei isso diversas vezes, meu bom humor se revolta, briga comigo e vai pra longe. Afinal de contas, acho lindo o formato do violão e o efeito da sanfona, ao invés de brindar acho que vou oferecer um gole pro santo, uma maneira de continuar confraternizando sem perder a ternura e colaborar com meu regime porque preciso me preparar para o próximo inverno, que este,  já esta acabando. Um Brinde! Saúde! Viva! Tears! Ao Timão! A amizade! Tintim!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O ainda desconhecido

BENDITAS




Composição: Mart’nália - Zélia Duncan



Benditas coisas que eu não sei

Os lugares onde não fui

Os gostos que não provei

Meus verdes ainda não maduros

Os espaços que ainda procuro

Os amores que eu nunca encontrei

Benditas coisas que não sejam benditas



A vida é curta

Mas enquanto dura

Posso durante um minuto ou mais

Te beijar pra sempre o amor não mente, não

mente jamais

E desconhece do relógio o velho futuro

O tempo escorre num piscar de olhos

E dura muito além dos nossos sonhos mais puros

Bom é não saber o quanto a vida dura

Ou se estarei aqui na primavera futura

Posso brincar de eternidade agora

Sem culpa nenhuma