Durante esta semana que passou, vendo o resultado do poder de um e-mail e principalmente da disponibilidade não só em doar, como ajudar, oferecendo suas próprias casas como segundo ponto de coleta e além de tudo agradecendo a possibilidade de poder ajudar, me fez acreditar um pouco mais no ser humano, na fé e ter um pouco mais de esperança.
Durante a campanha algumas pessoas me ligaram questionando sobre como seria a entrega dos donativos e isso me fez lembrar o ocorrido no sul onde algumas arrecadações foram desviadas até mesmo por soldados. Fiz questão de ir junto levar os donativos, ver de perto realmente a necessidade. Fui com a certeza de que todos nós fizemos a nossa parte e na medida das nossas possibilidades e tenho certeza também que farão um bom proveito de tudo.
Estive pensando enquanto estava lá e vendo o resultado de todo o estrago, com vergonha de tirar fotos enquanto todos trabalhavam e olhavam com a mínima vontade de expressar um sorriso, que a única coisa que poderá ajudá-los em seu maior problema será o tempo que irá amenizar a dor da perda de seus pertences de valores materias e principalmente os sentimentais.
Várias famílias perderam o estabelecimento comercial, seu lar, automóvel e a fonte de renda, além de desempregar várias pessoas.
Conversei com uma das vítimas que mora na zona rural onde levamos os donativos e disse que as doações estão todas na cidade e agradeceu muito termos lembrado deles e que a situação de algumas famílias de Lagoinha (não sei se era o próximo bairro ou cidade da fazenda que estávamos) era crítica.
Estavam dizendo também que estavam preocupados com o que virá depois que a imprensa deixar a cidade, que logo todos já esqueceriam.
A sensação de estar ajudando alguém é muito boa e gratificante. Creio que todos ajudaram sentem isso também, tamanha a quantidade de doações. Creio que todos querem ajudar a amenizar o sentimento deles.
Acontecimentos trágicos e freqüentes, no âmbito ambiental, têm levado muitas pessoas a pensar no futuro (próximo).
"A água esta batendo na bunda", literalmente, alías, já passou deste estágio.
Creio que o que mais precisamos é pensar no próximo e no coletivo, que não vivemos para viver somente em nosso mundinho e que para ajudar o coletivo, a si próprio, seus filhos e netos não é necessário nenhum sacrifício, senão muito provavelmente uma mudança de alguns hábitos, que a muito tempo estamos ouvindo falar, que são necessários como: economizar água, energia, evitar o consumo desenfreado e desnecessário, o que gera mais lixo e extrativismo prejudicial a natureza, ou adquirindo novos produtos, passe para frente o que irá ficar guardado na esperança de um dia usá-lo, reciclar lixo (isso é tão simples! http://www.reciclebraganca.com.br/ ), sermos um pouco mais honestos, particularmente acrescentaria também ter religião, fé. Será que estou sendo utópica ou hipócrita?
Não deixaremos de ter as repostas da natureza, mas quem sabe amenizar, ou pelo menos mudarmos um pouco os valores e pensar em uma qualidade de vida diferente.
Será que a humanidade vai demorar para acordar e perceber que não dá para deixar para amanhã o que podemos fazer hj?
Nisso tudo onde entra a política? Os goverantes?.....não falarei em política,....melhor não contarmos com ela e infelizmente fazermos a nossa parte recolhendo os impostos, convivendo com as capivaras no lago de nossa cidade e a decepção c/ os governantes.
Adorei este e-mail que esta rolando intitulado: “ a nova piada de Bragança Paulista”.
Bom, vamos fazer a nossa parte, começar a arregaçar as mangas e porque não protestar? Pode contar comigo!
Me veio a seguinte frase na cabeça agora: O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.Martin Luther King.