terça-feira, 26 de janeiro de 2010

A Praça



Fui até a mais recente, sonhada e idealizada praça que fica no bairro onde moro. Sentada confortavelmente embaixo daquela linda e enorme àrvore olhava ao redor e via que de longe se aproximava uma grande nuvem carregada que já desaguava na cidade do lado. Era um entardecer escuro como dos últimos tempos. Junto com uma amiga que veio me visitar e com meu filho de bicicleta dando voltas ao redor contemplava a cidade pelo vão que restou no espaço entre as construções.


Minha amiga elogiou o bairro e eu em resposta disse que este agora estava melhor, me preocupando em estar não passando a impressão de estar reclamando de barriga cheia justifiquei lamentando o fato de como tudo seria diferente se esta praça existisse a pelo menos 5 anos atrás, ou junto com o surgimento do condomínio.

Tudo seria diferente! Por que quantas amizades deixei de fazer por não ter uma vida social com meus visinhos?  Quantas noites quentes nossos filhos deixaram de sentar com seus amigos e fazer novos embaixo daquela árvore? Quantas oportunidades deixamos de conversar com os visinhos problemas só lembrados em reuniões de condomínio? Quantas oportunidades de se combinar uma partida ou campeonato de Tênis, um jogo de futebol, etc...

Logo que mudei neste bairro fui sugerir a construção da praça ou colocarem uns bancos lá, porque a vista da cidade ali é linda e a diretoria da época me disse que eu teria que contratar um engenheiro, fazer o projeto, orçamento de matérias e mão de obra e apresentar um determinado período antes da próxima reunião. Bom, o resto deixa pra lá. Hoje em dia esta tudo melhorando, sinto um clima melhor.

Que todos prestigiem este novo espaço e para quem não conhece, fica aqui o meu convite.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Missão cumprida!


Dani, uma das encarregadas da distribuição.

Rodrigo motorista, Rodrigo vendedor Sasahara e Ana.

Terminando de carregar o caminhão


SOBREVIVENTE


Sobrevivente que manteve a beleza.

São Luis Paraitinga - Zona Rural






São Luis Paraitinga - A KOMBI



A ÁGUA BATE NA NOSSA BUNDA








Durante esta semana que passou, vendo o resultado do poder de um e-mail e principalmente da disponibilidade não só em doar, como ajudar, oferecendo suas próprias casas como segundo ponto de coleta e além de tudo agradecendo a possibilidade de poder ajudar, me fez acreditar um pouco mais no ser humano, na fé e ter um pouco mais de esperança.
Durante a campanha algumas pessoas me ligaram questionando sobre como seria a entrega dos donativos e isso me fez lembrar o ocorrido no sul onde algumas arrecadações foram desviadas até mesmo por soldados. Fiz questão de ir junto levar os donativos, ver de perto realmente a necessidade. Fui com a certeza de que  todos nós fizemos a nossa parte e na medida das nossas possibilidades e tenho certeza também que farão um bom proveito de tudo.

Estive pensando enquanto estava lá e vendo o resultado de todo o estrago, com vergonha de tirar fotos enquanto todos trabalhavam e olhavam com a mínima vontade de expressar um sorriso, que a única coisa que poderá ajudá-los em seu maior problema será o tempo que irá amenizar a dor da perda de seus pertences de valores materias e principalmente os sentimentais.
Várias famílias perderam o estabelecimento comercial, seu lar, automóvel e  a fonte de renda, além de desempregar várias pessoas.
Conversei com uma das vítimas que mora na zona rural onde levamos os donativos e disse que as doações estão todas na cidade e agradeceu muito termos lembrado deles e que a situação de algumas famílias de Lagoinha (não sei se era o próximo bairro ou cidade da fazenda que estávamos) era crítica.
Estavam dizendo também que estavam preocupados com o que virá depois que a imprensa deixar a cidade, que logo todos já esqueceriam.
A sensação de estar ajudando alguém é muito boa e gratificante. Creio que todos ajudaram sentem isso também, tamanha a quantidade de doações. Creio que todos querem ajudar a amenizar o sentimento deles.
Acontecimentos trágicos e freqüentes, no âmbito ambiental, têm levado muitas pessoas a pensar no futuro (próximo).
"A água esta batendo na bunda", literalmente, alías, já passou deste estágio.
Creio que o que mais precisamos é pensar no próximo e no coletivo, que não vivemos para viver somente em nosso mundinho e que para ajudar o coletivo, a si próprio, seus filhos e netos não é necessário nenhum sacrifício, senão muito provavelmente uma mudança de alguns hábitos, que a muito tempo estamos ouvindo falar, que são necessários como: economizar água, energia, evitar o consumo desenfreado e desnecessário, o que gera mais lixo e extrativismo prejudicial a natureza, ou adquirindo novos produtos, passe para frente o que irá ficar guardado na esperança de um dia usá-lo, reciclar lixo (isso é tão simples! http://www.reciclebraganca.com.br/ ), sermos um pouco mais honestos, particularmente acrescentaria também ter religião, fé. Será que estou sendo utópica ou hipócrita?
Não deixaremos de ter as repostas da natureza, mas quem sabe amenizar, ou pelo menos mudarmos um pouco os valores e pensar em uma qualidade de vida diferente.
Será que a humanidade vai demorar para acordar e perceber que não dá para deixar para amanhã o que podemos fazer hj?
Nisso tudo onde entra a política? Os goverantes?.....não falarei em política,....melhor não contarmos com ela e infelizmente fazermos a nossa parte recolhendo os impostos, convivendo com as capivaras no lago de nossa cidade e a decepção c/ os governantes.
Adorei este e-mail que esta rolando intitulado: “ a nova piada de Bragança Paulista”.
Bom, vamos fazer a nossa parte, começar a arregaçar as mangas e porque não protestar? Pode contar comigo!
Me veio a seguinte frase na cabeça agora: O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.Martin Luther King.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

MUNDO ESCURO

Tava lá, tudo escuro e morto.
Parecia que o ar era cinza e preto
Era apenas impressão do carregado sentimento, morto e mofado.

Queria estar longe.



O mundo pode ser diferente, sem rancor, sem magoas, contente.
Quem sabe um pouco de sol, de arco-ires.
Quem sabe descubram que são livres.
Quem sabe descubram uma mente sã.



Eu não sou quem pensam que sou.

O mundo não é como é que pensam.

Somos como pensam que quer que seja,

E não como acredita que é.



Já pensou em abrir as janelas?

Já pensou em deixar as portas abertas?

Já pensou em dizer bom dia?

Já pensou nos Olhos em olhar?



Convide para o almoço, para o jantar.

Elimine as cortinas, são elas que lhe fazem espirrar.

Convide para o jantar, vamos nos embebedar,

São seus pensamentos a sós que não lhes deixa cochilar.

Te convido para um abraço, um brinde para, para amar.

FELIDADE PARA SER COMPLETA....É POSSÍVEL?




QUERIA TER CERTEZA QUE ESTA TUDO BEM.


QUERIA TER CERTEZA DE QUE TODO MUNDO ESTA FELIZ.

QUERIA TER CERTEZA QUE TODOS TEM CERTEZA DO MEU AMOR.

QUERIA TER CERTEZA DE QUE NÃO ESTOU EM FALTA, DE QUE NÃO FALTA NADA.

QUERIA TER CERTEZA QUE SE FALTAR POSSAM ME DAR A CHANCE DE PODER AJUDAR.

QUERIA TER CERTEZA DE QUE NÃO SOU EU QUE PRECISO DE AJUDA.

QUERIA TER CERTEZA QUE MEU OTIMISMO E FORÇA DE VONTADE BASTAM.

QUERIA TER CERTEZA QUE FELICIDADE É ISTO QUE SINTO.

QUERIA TER CERTEZA QUE SOU MERECEDORA DE TUDO ISTO,

MAS ISTO NÃO TENHO CERTEZA NENHUMA E SEI QUE TENHO QUE RETRIBUIR MUITO,  DE CORAÇÃO E QUE TENHO PROLONGADO ISSO, TORNANDO MEU CAMINHO MAIS CUMPRIDO.

...OBJETIVO PARA 2010.





HORIZONTE


OLHAR EMBAIXO, OLHAR ABAIXO.


TEM AQUELE QUE NÃO QUER SABER DO HORIZONTE AO LADO.

O SENTIMENTO ENQUADRADO

Tem sentimento que enquadro.


Não direi que enquadramos.


Direi que enquadro ....


Depois de anos, quando lembro do momento,


Sinto o sentimento enquadrado naquele momento.

Como se estivesse guardado dentro de uma caixinha.






Sei que foi enquadrado, porque naquele momento não misturei sentimentos.


Não foi puro, não foi singelo, não foi simples, nem mesmo hipócrita!





Enquadrar o sentimento é viver o momento.


Sem passado, nem futuro.




Sinto falta dos enquadrados nos meus 15 anos.


Sinto falta dos enquadrados nos meus 17 anos.


Sinto falta dos enquadrados nos meus 18 anos.


Sinto falta dos meus enquadrados durantes os anos seguintes.



Sinto falta, porque não tenho e quero ter mais.


Sinto falta porque não tenho mais a inocência que tinha.


Sinto falta porque não tenho todos ao meu alcance.

Me conforta os momentos presentes, como o do dia da foto abaixo.