domingo, 18 de outubro de 2009

CORRERIA CORREDEIRA



A correria do dia a dia é constante.


A vida passa, os filhos crescem...

A correria continua.

A correria aumenta.

A correria no trânsito.

A correria no trabalho.

A correria para se fazer tudo e mais um pouco.

A correria para se garantir o futuro.

A correria por aquilo que nem sabemos se iremos ter.

Os pequenos momentos.

Os sentimentos.

As vontades que tínhamos e ainda temos e guardamos pra quando sobrar um tempo.

As águas continuam passando.

As águas continuam na corredeira.

Por que não parar e sentar na margem para observar.

Perceber que vivemos e que a rotina nos consome.

Viver o presente, este é o sentimento do momento.

sábado, 10 de outubro de 2009

O acaso

O acaso se transforma em embaraço quando vem de surpresa.


O acaso nos traz o barato do que não estava programado.

O acaso sempre se soma com o mínimo esperado.

O acaso é sempre bom quando estamos bem.

O acaso por acaso acontece sem querer.

Por acaso estou aqui, porque não havia programado e deu vontade de escrever.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Casos e fatos que ouvimos e com a profissão, precisamos participar.

Fomos eu e a Samanta para Pirrrrrrrracaia participar de uma audiência, que existia um autor e dois réus. O autor da ação era um advogado que estava advogando em causa própria, reclamando que comprou um carro e este apresentava defeitos, assim, processou a loja de carros e um banco, o qual emitia os boletos para pagamento do carro e era este banco que estávamos representando. A Samanta como advogada do banco e eu como preposta. A situação desde o início parecia hilária, não sei por que, talvez pelo jeito pitoresco do autor, talvez porque a conciliadora perguntou se havia proposta de acordo ou algo mais e a Samanta sem pretensão nenhuma respondeu: “tem contestação!”. Sendo assim, a conciliadora informou que a próxima audiência seria em março de 2.010. Não consegui conter o espanto e soltei um NOSSSA! Não tenho interesse nenhum naquele processo, mas pensei e comentei com os colegas do lado: - Isto porque é um “Juizado de Pequenas Causas”!. Este foi criado para se resolver mais rapidamente questões pequenas e corriqueiras que afogam o judiciário. Nisso como o autor também era um colega de profissão começamos todos a contar casos absurdos que se presenciaram no Juizado de Pequenas Causas (JEC). Um que move ação contra a quitanda da esquina porque dois morangos do meio da caixa estavam podres, outra que diz que pegou candidíase usando determinado papel higiênico, ai a Samanta lembrou de um caso pitoresco em que um homem estava processando o fabricante de uma determinada marca de macarrão, pois, havia convidado uma moçoila para jantar em sua casa (1º encontro) e queria impressioná-la fazendo um macarrão com “brusqueta”. Ocorre que na hora “H”, entre um gole e outro, que foi jogar o macarrão na água percebeu que havia carunchos e o macarrão não saiu e para configurar o dano moral (ele queria 40 salários mínimos) disse que passou o maior vexame de sua vida pois o macarrão não saiu. Quando a Samanta terminou de contar o caso na mesa, não me segurei e em um impulso soltei: “Mas afinal, o que o caro queria comer!?” Pense bem caro colegas, eu pela empresa de macarrão defenderia a seguinte tese: “ Ora Excelência, esta mais do que o provado que o Autor esta pleiteando com propositura da presente ação se enriquecer ilicitamente para poder adquirir Viagra. Não pode justificar uma brochada nos pobres e inocentes carunchos. E também, porque não deixou o macarrão pronto para economizar tempo ou ganhar tempo para se comer a “brusqueta”! E também, segundo meu pai esses bichinhos fazem bem para a vista.