quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Viver um dia de cada vez.

Lembro que desde criança pensava: ... e quando eu estiver com 15 anos...como será? Ohhh.... e quando eu estiver com 21...Ohhh, e quando chegar os 26. Nossa muita coisa terá acontecido. Nunca me imaginei com 30...
Falo isso porque sempre imaginei coisas boas, e em várias versões.
Lembro que sempre me imaginava uma astro de rock, vindo de vez em quando visitar meus pais parando meu carrão na porta da casa deles, acenando para os fãs da varanda do meu quarto de solteira, levando uma vida pelo mundo.
Aos dezesseis anos como já trabalhava me matriculei em uma escola de música para aprender guitarra. O próximo passo foi pedir para o meu pai uma guitarra.
Não foi fácil, negociei o presente de aniversário + o do natal + passar de ano na escola = uma guitarra. Nisso o tempo passaria e teria a certeza de que não era mais um “fogo de palha” como meu pai mesmo dizia sobre as coisas em que eu iniciava.
Enfim, a guitarra chegou, foi paixão a primeira vista, toda branquinha, um braço fininho, ganhou o apelido na escola de “Ditaguita”. (quem sabe um dia eu conte aqui o porque deste nome).
A Guitarra foi minha companheira em vários sonhos imaginários sem fronteiras pelos mais diversos mundos, palcos, emoções e músicas.
Como se ainda esteve sonhando colocava minha camiseta do Bob Marley, ou da Janis Joplin ou Jim Morrison e sai caminhando pelas ruas da cidade, tendo a certeza de que eu era dona de si, que não me importava se estava incomodando alguém, principalmente se estavam reparando no meu cabelo, na minha roupa ou na minha bota. Na verdade mesmo o que queria era impressionar.
Vivendo um dia de cada vez, os anos se passaram, muita coisa aconteceu, além desta fase, passei por outras, passo por uma agora e fico feliz que passarei por outras, boas ou não tanto.
O importante é sempre aprender, seja no amor ou na dor e a certeza de que, de cada faze alguma coisa boa restou. Desta, veio a paixão pela música.

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